A loja de móveis que abriu meus olhos para a Paleo•Primal

 

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Tudo começou com uma ida ao Brasil para visitar minha família.

A idéia de como ia conseguir seguir minha dieta do frango com batata doce por quinze dias pirava minha cabeça.

Ao mesmo tempo que eu queria aproveitar os bons momentos que me esperavam, não queria perder todo esforço que tinha feito o ano todo para alcançar um corpo que me agradava.

Eu já tinha deixado de ir para algumas viagens e, sinceramente, até para essa eu não fazia questão de ir tamanha era minha preocupação. Mas era Natal e após um ano na América, eu ia ter que encarar.

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Fiz minha mãe me buscar no aeroporto com uma bolsinha térmica com claras de ovo e batata doce e fui comendo isso no caminho para nosso sítio da nossa família, toda orgulhosa da minha disciplina.

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Este sítio é um pedaço de natureza onde eu havia passado minha infância – comendo ovinhos na manteiga, asinha de frango, queijinho artesanal bem amarelinho, churrasco, linguiça, humm!

Então fiquei perdida. Onde estava meu papel com horários de cada refeição e quantidade do que comer?

Durante um ano, pesei cada grama do que comi. Tim-tim por tim-tim. E, de repente estava ali, rodeada de comidinhas tão familiares, mas capazes de me engordar só de olhar….

Então eu não comi. Fiquei no churrasco, na batata-doce, mas disse não aos ovinhos e queijinhos. Que arrependimento!

No lugar fui fazer corrida e pular corda para compensar a falta de treino, as gramas a mais de carne, a pele do franguinho delicioso no churrasco que fiquei com vergonha de tirar e o fio de azeite que me finalmente me permiti na salada.

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De volta aos Estados Unidos, retomei a minha jornada de treinos e …..onde estava meu condicionamento? Perdido!… em quinze dias? Sério mesmo? Que desânimo! Quem mandou ter saído da rotina? Quem mandou ter ido viajar? Agora chora!

Então iniciei uma dieta ainda mais apertada: 7 refeições diárias, praticamente baseadas em brócolis, tilapia, peito de frango e clara de ovo. Zero azeite, zero gordura e pingos de batata doce em alguns dias. Bóra correr atrás do prejuízo dessa viagem –  dizia meu coach body builder.

Voltei para a rotina de me arrastar da cama bem cedo e já faminta. E o papel dizia: pré – treino: 50g de batata doce, 100g de tilapia e muito café para dar energia. Bóra lá engolir isso em nome da disciplina!

E eu ia, me matava, me forçava a fazer mais exercícios, a esticar os treinos. Compensar, compensar, compensar…

Sentia fome o dia todo, um mal humor terrível e me faltava energia. Mas passava por cima de tudo isso, afinal ja tinha passado por um ano, não era agora que eu ia desistir.

Era só uma questão de me readaptar, dizia a mim mesma. You can do this!

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Então um dia quis ir comprar uma escrivaninha, e combinei com meu namorado na época de irmos na IKEA – loja maravilhosa de decoração. “Que horas vamos?”- Ele me perguntou.

Uma pergunta tão simples para mim já era um problemão. Perdia horas calculando a resposta em função do horário das marmitas. De 3 em 3 horas tinha brócolis com tilápia! Ou frango com batata-doce.

Ikea é loja para se passar algumas boas horas se divertindo. E aí? Se desse a hora eu ia sentar e comer no chão? Ia ué! Vamos lá.

Esse dia foi um marco….. Foi -desculpem a palavra – foda! Foi o dia em que eu queria dar um grito de liberdade, e, ao mesmo tempo, uma vontade de matar todo mundo que andava tranquilamente pela loja olhando as coisas bonitas. E o Colin – que não sei como – fazia tudo para me agradar. O que fica ainda mais irritante quando você esta mal humorada. Deu 4h da tarde! O fiz sair do departamento onde estávamos para ir arrumar onde sentar lá do outro lado da loja para eu poder comer. Aquela comida fria, sem graça, horrorosa, sem tempero, com cheiro de peixe, enquanto ele, felizinho, foi lá e comprou um hot dog tradicional da IKEA. Fiquei tão irritada que desisti de tudo e quis embora, sem escrivaninha nenhuma.

Após esse dia, eu comecei a constatar que seguir aquele papel estava ficando um tanto quanto impraticável.

Além de mal conseguir andar por uma loja, eu não tinha energia para trabalhar ou estudar. Não tinha vontade de sair de casa.

Sem saída, comecei a me arriscar a aumentar a comida.

Fui deixando o papel de lado e aumentando as porções de batata-doce, afinal diz que nosso amigo carboidrato é fonte número um de energia! Para amenizar a culpa, aumentei os treinos também. Começou então esse ciclo sem fim: mais batata doce, mais treino, mais batata e… menos energia, mais irritação e exaustão. Como assim?

Eu não sabia mais o que fazer! Nada funcionava! O que estava acontecendo?

Chorei por dias, me desesperei, me senti fracassada
….Porque eu não consigo?

Pera um pouquinho – nosso corpo é uma porcaria então? Me lembro direitinho de começar a me questionar isso. Se não montarmos um organograma todo perfeito de refeições com quantidades, horários, combinações e não nos matarmos na academia ele simplesmente não funciona? Fomos feitos para ser gordos a não ser que a gente trave uma verdadeira batalha contra nosso corpo? Nosso organismo não quer ser magro?

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Noites em claro pensando nisso. Comecei a jogar no Google  “batata doce”, “carboidrato” “energia”…

Eu já tinha lido sobre dieta LowCarb antes, mas é claro que aquilo parecia o maior pesadelo. Como ia ficar mais low-batata do que eu já estava?

Espera aí –  LowCarb…. but … HighFAT!? Hummmm interessante!

Fats… avocado, gema de ovo….?

Mas fat doesn’t make you FAT?

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Mesmo com muito medo das gorduras, fui começando a aumentá-las.

No primeiro dia me permiti um avocado inteiro, ao invés de míseras 50 gramas como mandava a dieta.

No dia seguinte ao invés de claras puras, alguns ovos inteiros e me permiti azeite na salada. Ah, azeite, como te desejei nas folhas de alface que comia secas – ou com caldas químicas para conseguir engolir. Argh!

Fui então começando a experimentar a sensação da saciedade. Que incrível! Comer e não seguir o dia pensando em comida! Ter concentração. Bom humor. Tudo isso foi acontecendo naturalmente e parecia um sonho!

Mergulhei de cabeça nesse mundo. Por meses, fiquei colada em sites e livros sobre LowCarb e então descobri a Paleo, e na sequencia a Primal, que me deu todas as explicações do porquê dietas e treinos excessivos são desnecessários para o emagrecimento e, na verdade, nos fazem mal.

Yes, nosso corpo quer ser saudável!

Ele quer ser forte e bonito! E sim, existe um jeito possível e natural de alcançá-lo.

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Após poucas semanas nesse estilo de vida, eu já notei diferenças significantes no meu corpo. Estava muito mais desenhado e forte. Não me sentia mais inchada. Meu intestino funcionava melhor. Meu joelho não dois mais. Minha pele e cabelo estavam mais bonitos. Senti diferença até nos dentes – mais fortes e gengivas não mais inflamadas!

A Paleo.Primal é um estilo de vida maravilhoso, na qual você não precisa se matar de treinar, pode colocar azeite no peixe e comê-lo quentinho com seu namorado no jantar, ficar saciada e ir passear sem ter que sentar no chão da loja para comer.

E assim, voltar para casa com uma escrivaninha linda que te dá vontade de estudar mais e ajudar mais gente a se libertar e conhecer essa maravilhosa forma de viver!

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E você? Já experimentou a Paleo.Primal

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Você já começou e quer me conte sua história? Deixe seu comentário abaixo!

 

 

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